terça-feira, 3 de agosto de 2010

A tuiteira existencialista

@ Leio no Globo que viciados em Internet têm mais de risco de depressão. Não é o meu caso. Já entrei na Internet deprimida. Venho aqui para expor mazelas e sequelas pré-existentes. Meu mundo caiu – e quebrou – no século passado.

@ Só os crentes não têm depressão ou disfarçam o mal estar com Jesus e outras compensações do além. Como não acredito em vida depois da morte (atualmente, nem antes), só me resta pensar o tempo todo na falta de sentido das coisas: daqui a pouco completo 40 anos, depois 50, depois 60... acabou. Em determinadas idades até um orgasmo pode vir junto com um AVC.

@ O jeito é tirar o máximo de proveito do corpo enquanto ele aguenta. Mesmo aqui, trancada no apartamento, dá para arrancar alguns prazeres baratos. Nem que seja tuitando com desconhecidos como se o mundo fosse acabar amanhã. Escrevo e falo o que me vem à cabeça. Quase sempre o assunto é sexo. Às vezes um pouco de cultura e política, mas só para chegar ao que interessa.

@ No mais, álcool e cigarro. Sou favorável à lei antifumo, mas não vejo muita vantagem em ser enterrada na ala dos não-fumantes. Alguns dizem “você está se matando”. Respondo: você também. Anos e anos de academia ou anos e anos de Marlboro cedo ou tarde darão no mesmo lugar.

@ Claro que uma existência sem sentido levanta um monte de perguntas na minha cabeça: o que vou deixar para a posteridade? Sairei da vida para entrar na história? O mundo vai acabar em 2012? Dilma ou Serra? Nessas horas, o segredo é não buscar respostas. Fujo numa boa. Sento diante do computador, encho o copo de vodka, cato o primeiro escroto e o dia segue o seu curso.

@_lulafalcao

2 comentários:

Alberto disse...

Fiquei preocupado com ela, Lula. Ela já pensa na possibilidade de um AVC turbinado com orgasmo...

Lula Falcão disse...

Ou vice-versa, Alberto. Qualquer dia me livro desta vaca.

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